Inteligência humana

Página acima

        O cálculo do biólogo Ernst Mayr, da Universidade Harvard, sobre a possibilidade de a natureza produzir seres inteligentes pelos processos evolutivos conhecidos é quase uma sugestão de que os seres humanos são mesmo produtos sobrenaturais. De 30 milhões de espécies vivas atualmente e de cerca de 50 bilhões de outras espécies vivas ou que já viveram e sumiram, somente o Homo sapiens desenvolveu inteligência superior (a média de sobrevivência de uma dada espécie na Terra é de cerca de 100.000 anos).  

[22] 


        Segundo a ciência:“A conclusão é que o surgimento da inteligência na raça humana foi um evento fortuito, raríssimo, e cuja possibilidade de vir a ocorrer de novo num ambiente natural, digamos, em outro planeta, é um número astronomicamente pequeno."  

[22]


        A espécie humana atual (Homo erectus) existe a, aproximadamente, 500.000 anos. Mas, foi há apenas 6.000 ou 8.000 anos a.C. que alguns homens abandonaram por fim a vida de selvageria e deram-se à árdua agricultura que tornou possível o aparecimento das primeiras aldeias sedentárias no Oriente Médio.  Os primórdios de nossa civilização urbana remontam aos mais primitivos sítios neolíticos, em Jericó, circa 6000 a.C. e em Jarmo, no Iraque, circa 4500 a.C.  

[27]


       Somente com a cooperação do Espiritismo poderá a ciência psicológica definir a sede da inteligência humana, não nos complexos nervosos ou glandulares do corpo perecível, mas no espírito imortal.

[41a - página 43] Emmanuel - 1940


        “Nos lobos frontais, exteriorização fisiológica de centros perispiríticos importantes, repousam milhões de células (neurônios), à espera, para funcionar, do esforço humano no setor da espiritualização. Nenhum homem, dentre os mais arrojados pensadores da Humanidade, desde o pretérito até os nossos dias, logrou jamais utiliza-las na décima parte. São forças de um campo virgem, que a alma conquistará, não somente em continuidade evolutiva, senão também a golpes de auto-educação, de aprimoramento moral e de elevação sublime; tal serviço só a vigorosa e reveladora pode encetar, como indispensável lâmpada vanguardeira do progresso individual.”

[25 - página 131]


  • Os valores intelectivos representam a soma de muitas experiências, em várias vidas do Espírito, no plano material. Uma inteligência profunda significa um imenso acervo de lutas planetárias. 

  • Atingida essa posição, se o homem guarda consigo uma expressão idêntica de progresso espiritual, pelo sentimento, então estará apto a elevar-se a novas esferas do Infinito, para a conquista de sua perfeição.

[41a - página 78] Emmanuel - 1940  


Inteligência humana sem desenvolvimento sentimental

        Nesse desequilíbrio do sentimento e da razão é que repousa atualmente a dolorosa realidade do mundo. O grande erro das criaturas humanas foi entronizar apenas a inteligência, olvidando os valores legítimos do coração nos caminhos da vida.

[41a - página 79] Emmanuel - 1940  


        O ensinamento hinduísta, que remonta a milhares de anos, tem a sua versão poética da evolução: 

  • “a alma dorme na pedra, 

  • sonha na planta, 

  • agita-se no animal 

  • e desperta no homem.” 

        (Nesse diapasão, mas com alguma diferença, grifa Leon Denis: 

  • “Na planta, a inteligência dormita; 

  • no animal, sonha; 

  • só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente.”

[1 - página 263]     [36 - página 123]*


Ver: Trabalho realizado pelo

GEEET - Grupo Espírita de Estudo de Ética,

com base no LIVRO DOS ESPÍRITOS em:

  http://www.geeet.hpg.ig.com.br/geeet/arazao.htm 


(Ver: Evolução e cérebro  Corpo físico)


        Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia, mediante a qual tudo é solidário na Natureza.  Acreditar que Deus haja feito, seja o que for, sem um fim, e criado seres inteligentes sem futuro, fora blasfemar da Sua bondade, que se estende por sobre todas as suas criaturas.

[9a - página 299 questão 607]


       Tipos de inteligência:

  • A primeira é a inteligência intelectual, o famoso QI (Quociente de inteligência) ao qual se deu tanta importância em todo o século XX. É a inteligência analítica pela qual elaboramos conceitos e fazemos ciência. Com ela organizamos o mundo e solucionamos problemas objetivos.

  • A segunda é inteligência emocional popularizada especialmente pelo psicólogo e neurocientista de Harvard, David Goleman, com seu conhecido livro A Inteligência emocional (QE=Quociente emocional). Empiricamente mostrou o que era convicção de toda uma tradição de pensadores, desde Platão, passando por Santo Agostinho e culminando em Freud: a estrutura de base do ser humano não é razão (logos) mas é emoção (pathos). Somos, primariamente, seres de paixão, empatia e compaixão e só em seguida, de razão. Quando combinamos QI com QE conseguimos nos mobilizar a nós e a outros.

  • A terceira é a inteligência espiritual. A prova empírica de sua existência deriva de pesquisas muito recentes, dos últimos dez anos, feitas por neurólogos, neuropsicólogos, neurolinguistas e técnicos em magnetoencefalografia (que estudam os campos magnéticos e elétricos do cérebro). Segundo esses cientistas existe em nós, cientificamente verificável, um outro tipo de inteligência pela qual não só captamos fatos, idéias e emoções, mas percebemos os contextos maiores de nossa vida, totalidades significativas e nos faz sentir inseridos no Todo. Ela nos torna sensíveis a valores, a questões ligadas a Deus e à transcendência. É chamada de inteligência espiritual (QEs= Quociente espiritual), porque é próprio da espiritualidade captar totalidades e se orientar por visões transcendentais.
    Sua base empírica reside na biologia dos neurônios. Verificou-se cientificamente que a exeperiência unificadora se origina de oscilações neurais a 40 herz, especialmente localizada nos lobos temporais. Desencadeia-se, então, uma experiência de exaltação e de intensa alegria como se estivéssemos diante de uma Presença viva. Ou inversamente, sempre que se abordam temas religiosos, Deus ou valores que concernem o sentido profundo das coisas, não superficialmente mas num envolvimento sincero, produz-se igual excitação de 40 herz.
    Por esta razão, neurobiólogos como Persinger, Ramachandran e a física quântica Danah Zohar batizaram essa região dos lobos temporais de "o ponto Deus".

http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/colunas/boff/2003/12/04/jorcolbof20031204001.html

http://quesabemosnos.blogspot.com/2006/08/o-ponto-deus-no-crebro.html

http://www.vadiando.com/textos/archives/000755.html


        Pesquisas recentíssimas, do final do século XX, feitas por neuropsicólogos (Michael Persinger e V. S. Ramachandran), por neurologistas (Wolf Singer), por neurolinguistas (Terrance Deacon) e por ténicos em magnetoencefalografia detectaram o que foi chamado o "ponto Deus" no cérebro, retrabalhado holisticamente por Danah Zohar em seu recente livro "QS: inteligência espiritual"(Record, Rio, 2000).

        Sempre que se abordam as questões espirituais referidas acima, verifica-se empiricamente uma excitação nos lobos temporais do cérebro. Esses lobos estão ligados ao cérebro límbico, que é o centro das emoções e dos valores. Isso signfica que a percepção do "ponto Deus" está vinculada não a uma idéia, mas a um fator emocional e experiencial, como dizíamos, à espiritualidade. Esse "ponto Deus" surgiu no processo cosmogênico e antropogênico para atender a um propósito evolutivo: captar e conscientizar, através do ser humano, a presença de Deus na dinâmica universal e em cada coisa. É no ser humano que irrompe esta consciência de Deus e do Sagrado. É nele que se elabora a espiritualidade. Em razão disso, afirmam estudiosos como a já citada física quântica Danah Zohar e seu marido, o psiquiatra Ian Marshall que nos seres humanos não vigora apenas a inteligência intelectual e a inteligência emocional, mas também a inteligência espiritual.

http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/legado_papal.htm


        A novidade, agora, é que alguns cientistas americanos estão começando a encontrar evidencias de que o cérebro foi programado biologicamente para fazer perguntas como: 

  • “Quem sou?”,  

  • “Por que nasci”, 

  • “O que torna a vida digna de ser vivida?”. 

        No inicio dos anos 90, o neuropsicólogo americano Michael Persinger e, mais recentemente, em 1997, o neurologista Vilayany Ramachandran, da Universidade da Califórnia, identificaram no cérebro humano um ponto chamado de “ponto Deus” ou “módulo Deus”, que aciona a necessidade humana de buscar um sentido para a vida. Para nós, crentes, a inteligência espiritual não é algo abstrato, uma faculdade do cérebro, mas ela existe é na pessoa de Jesus Cristo, como define tão claramente a Bíblia. “Em Cristo estão escondidos todos os tesouros inexplorados da sabedoria e do conhecimento” (Colossensses 2.3 –BV).

http://www.cacp.org.br/inteligeartificial.htm


        Estudo em freiras descarta "ponto de Deus" no cérebro

        O estudo mostra que uma dezena de diferentes regiões do cérebro é ativada durante a experiência mística.

        MONTREAL - Um novo estudo da Universidade de Montreal conclui que não existe um único "ponto de Deus" no cérebro humano. Em outras palavras, descobriu-se que experiências místicas são mediadas por diversas regiões cerebrais e sistemas normalmente implicados em um grande número de funções (consciência de si mesmo, emoção, representação do corpo). O trabalho, publicado na edição atual de Neuroscience Letters, foi encabeçado pelo pesquisador Mario Beauregard.

        "O principal objetivo foi identificar os correlatos neurais da experiência mística", diz Beauregard. "Isso não diminui o valor dessas experiências, nem confirma ou desconfirma a existência de Deus".

http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/ago/29/156.htm


        Diante da perfeição do universo e, em particular, da complexidade da natureza e da vida na terra, DEUS não cometeria o seu único erro permitindo ou dando a inteligência ao homem para que este pudesse concluir que é um nada.

[0]


Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS