Página acima: Obsessão e Posessão
Desobsessão

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  • Desobsessão, em sentido amplo, é o processo de regeneração da Humanidade. É o ser humano desvinculando-se do passado sombrio e vencendo a si mesmo. 

  • Em sentido restrito, é o tratamento das obsessões, orientado pela Doutrina Espírita.

        Em qualquer sentido, representa (...) o processo de libertação, tanto para o algoz [obsessor] quanto para sua vítima [obsidiado].

        Deve ser entendida, ainda, como (...) remédio moral específico, arejando os caminhos mentais em que nos cabe agir, imunizando-nos contra os perigos da alienação e estabelecendo vantagens ocultas em nós, para nós e em torno de nós, numa extensão que, por enquanto, não somos capazes de calcular. Através dela, desaparecem doenças-fantasmas, empeços obscuros, insucessos, além de obtermos, com o seu apoio espiritual, mais amplos horizontes ao entendimento da vida e recursos morais inapreciáveis para agir, diante do próximo, com desapego e compreensão.

[61 - página 259]

        O conhecimento da problemática obsessão/desobsessão exige tempo, dedicação e estudo. Nem sempre conseguiremos resultados imediatos. Mister se faz confiar na Divina Providência e insistir.

        É uma tarefa sacrificial que demanda paciência e humildade como normativas disciplinantes.

        Considerando, pois, toda essa complexidade que a desobsessão envolve, devemos confiar na misericórdia de Jesus, lembrando que Ele

  • não se impôs a ninguém.

  • Não pretendeu transformar ninguém num só golpe.

  • Semeou sua mensagem de amor, amando sem queixas e sem imposições de qualquer natureza, espalhando, através da renunciação_aos_gozos_terrenos, as bases da felicidade e da paz.  

  • E diante dos obsidiados, amando perseguidos e perseguidores, lecionou misericórdia, libertando os obsessos dos seus obsessores, dizendo-lhes, porém, com segurança e sem qualquer retórica: Não tornes a pecar, como a afirmar que a saúde é bem que nasce no coração e se expande estuante por toda a parte.

[61 - página 265]

        O perseguidor (obsessor), reconhecido como tal, entre os encarnados, pode revelar modificações, mas talvez a suposta vítima (obsidiado) não esteja convertida. Na obsessão, as dificuldades não são unilaterais. O eventual afastamento do perseguidor nem sempre significa a extinção da dívida. E, em qualquer parte do Universo receberemos sempre de acordo com as nossas próprias obras.

 

[16a - página 295] - André Luiz  

        A obsessão é sempre uma prova, nunca um acontecimento eventual. No seu exame, contudo, precisamos considerar os méritos da vítima e a dispensa da misericórdia divina a todos os que sofrem.

  • Para atenuar ou afastar os seus efeitos, é imprescindível o sentimento do amor universal no coração daquele que fala em nome de Jesus

  • Não bastarão as fórmulas doutrinárias

  • É indispensável a dedicação, pela fraternidade mais pura.

  • Os que se entregam à tarefa da cura das obsessões precisam ponderar, antes de tudo, a necessidade de iluminação_interior do médium_perturbado, porquanto na sua educação espiritual reside a própria cura. 

  • Se a execução desse esforço não se efetua, tende cuidado, porque, então, os efeitos serão extensivos a todos os centros de força orgânica e psíquica. 

  • O obsidiado que entrega o corpo, sem resistência moral, às entidades ignorantes e perturbadas, é como o artista que entregasse seu violino precioso a um malfeitor, o qual, um dia, poderá renunciar à posse do instrumento que lhe não pertence, deixando-o esfacelado, sem que o legitimo, mas imprevidente dono, possa utilizá-lo nas finalidades sagradas da vida.

[41a - página 218] - Emmanuel - 1940

        Em casos de obsessão, em que a paciente ainda pode reagir com segurança, faz-se indispensável o curso pessoal de resistência. Não adianta retirar a sucata que perturba um imã, quando o próprio ímã continua atraindo a sucata.

 

[96 - páginas 141] - André Luiz

        Para os trabalhos da reunião que congregava nove pessoas terrestres, vinte e um colaboradores espirituais se movimentaram em nosso circulo de ação.

        Gúbio (instrutor de André Luiz) e Sidônio (o diretor espiritual dos trabalhos), em esforço conjugado, efetuaram operações magnéticas ao redor de Margarida, desligando finalmente os “corpos ovóides” que foram entregues a uma comissão de seis companheiros que os conduziram, cuidadosamente, a postos socorristas.

 

[96 - páginas 200] - André Luiz

          No tratamento da obsessão é preciso saber distinguir seus efeitos, daqueles outros causados pelas influências naturais (mais ou menos passageiras) e das alterações emocionais oriundas do próprio psiquismo do paciente.

          Existem pessoas que procuram o Centro Espírita portando desequilíbrios psicológicos que, embora possam se beneficiar dos ensinamentos da Espiritualidade, também necessitam do apoio de terapeutas.

          A relação com a vida atual, a própria educação que recebeu ou seu passado reencarnatório trouxeram-lhes traumas e condicionamentos que os fazem sofrer.

          O estudo da Doutrina e as palestras públicas poderão ajudar esses indivíduos na recuperação da normalidade almejada, mas o entrevistador ou orientador não deve dispensar a competente orientação profissional, quando achar isso necessário.

          É evidente que o entrevistador ou dirigente do Centro Espírita têm de saber diferenciar a obsessão das outras anomalias psíquicas. Existem algumas regras gerais que podem ser observadas, mas o que vai ajudá-los em profundidade, será a experiência em torno dos casos examinados.

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/gebm/tecnicas-de-desobsessao.html 

José Queid Tufaile Huaixan

          No trabalho de desobsessão, relembramos alguns conceitos doutrinários conhecidos e falamos da necessidade de se lidar com a obsessão de maneira racional, valendo-se de técnicas para se conseguir resultados satisfatórios no seu tratamento.

         Todo esse processo de atendimento, de investigação e tratamento das obsessões pode e deve ser organizado de maneira prática e objetiva. O Grupo_Espírita_Bezerra_de_Menezes já fez essa organização e tem um estudo à disposição dos interessados, mostrando detalhes de todas essas fases do tratamento das perturbações espirituais. Esse trabalho doutrinário está à disposição das sociedades espíritas, assim como, os dirigentes que quiserem, poderão verificar "in loco" seu funcionamento.

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/gebm/tecnicas-de-desobsessao.html 

José Queid Tufaile Huaixan

          
Medicina reconhece obsessão espiritual

Drº Sergio Felipe de Oliveira com a palavra:

        Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida... Até que enfim as mentes_materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...
        Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.
        Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr.Sérgio Felipe de Oliveira, médico que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:
        A obsessão_espiritual como doença_da_alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade:

        Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral:

  • biológico,
  • psicológico
  • e espiritual.

        Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado_de_transe, que é um item do CID -Código Internacional de Doenças- que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.
        O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre...

  • os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos,
  • dos que são patológicos, provocados por doença.

        Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.
        Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir ...

  • tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura
  • bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.

        Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre ...

  • o estado de transe normal
  • e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.

        O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura...
        Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.
        Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.

        Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

        Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes,  rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).
        Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

Texto de Osvaldo Shimoda
Colaboração de CEECAL - Centro de Estudos Espírita Caminho da Luz: http://ceecal.com/

MARCOS [3]

  • 11 E os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus.

  • 12 E ele lhes advertia com insistência que não o dessem a conhecer.

  • 13 Depois subiu ao monte, e chamou a si os que ele mesmo queria; e vieram a ele.

  • 14 Então designou doze para que estivessem com ele, e os mandasse a pregar;

  • 15 e para que tivessem autoridade de expulsar os demônios.

  • 16 Designou, pois, os doze, a saber: Simão, a quem pôs o nome de Pedro;

  • 17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão;

  • 18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu,

  • 19 e Judas Iscariotes, aquele que o traiu.
     

  • ...
     

  • 22 E os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: Ele está possesso de Belzebu; e: É pelo príncipe dos demônios que expulsa os demônios.

  • 23 Então Jesus os chamou e lhes disse por parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás?

  • 24 Pois, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir;

  • 25 ou, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não poderá subsistir;

  • 26 e se Satanás se tem levantado contra si mesmo, e está dividido, tampouco pode ele subsistir; antes tem fim.

  • 27 Pois ninguém pode entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens, se primeiro não amarrar o valente; e então lhe saqueará a casa.

Muitos ainda julgam bons médiuns e bons espíritos, em trabalho de desobsessão, como fizeram os escribas com Jesus, conforme está escrito em Marcos[3:22]

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Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS