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“psicorragia” – neologismo proposto por Myers –, segundo o qual nos acharíamos por vezes em presença de “um elemento psíquico posto de súbito em liberdade”, o que implicaria uma “excursão psíquica”, ou uma “invasão” de qualquer coisa de psiquicamente substancial que tem “alguma relação com o espaço”.
(Ver: Caso de comunicação mediúnca entre vivos - Gordon Davis)

Fazer-se em dois (duplicação corpórea e bilocação).

[1
- página 123]
-
O
desdobramento espontâneo pode mostrar um caráter medianímico,
ou não.
Caracteriza-se
como medianímico,
quando serve à manifestação de uma vontade estranha à do sujeito (médium),
com vistas à orientação ou esclarecimento, ou, até, à mera comprovação
da sobrevivência espiritual. Trata-se, aliás, de um fenômeno bem comum
entre os médiuns de incorporação, que, em se desprendendo e chegando ao
desdobramento, facilitam mais a ação do Espírito comunicante sobre seu
equipamento_físico, acompanhando, conscientemente, todo o processo, que não
deixa, aliás, de receber, quase sempre, sua influência e sustentação. [1
- página 123]
-
O
desdobramento
induzido difere do espontâneo,
por resultar de uma ação específica que deflagra o processo.
O
sujeito pode ser induzido ao desdobramento
magneticamente ou hipnoticamente, apresentando-se
mui tênues, na verdade, as diferenças entre os dois processos, facilmente
confundíveis, aliás, e não sendo raro, até, que ambos sejam empregados
conjugadamente
numa mesma operação. A
indução
magnética
é normalmente aplicada pelos Espíritos, em tarefa de ajuda aos médiuns,
especialmente para que consigam desprender-se e, se for o caso,
desdobrar-se, facilitando aos comunicantes o uso de seu equipamento físico
para o trabalho psicofônico e
psicográfico, entre outros.
[1
- página 140]
O desdobramento (que
nada tem a ver com que se conhece em Neurologia, como sensação de
“despersonalização”) é hoje não só plenamente reconhecido,
como estudado por pesquisadores de importantes centros.
O perispírito pode apresentar-se
bi-corpóreo,
ou seja, com um outro corpo, de forma igual ao do físico, fluídico, com maior
ou menor densidade, mas suscetível de ser visto e, até, tocado.
[1
- páginas 52 / 53]
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... Raros
Espíritos encarnados conseguem absoluto domínio de si próprios, em romagens de serviço edificante fora do carro_de_matéria_densa.
Habituados
à orientação pelo corpo físico,
ante qualquer surpresa menos agradável,
na esfera
de
fenômenos
inabituais, procuram instintivamente
o retorno ao vaso_carnal,
à maneira do molusco que se refugia na própria
concha, diante de qualquer impressão em desacordo com os seus movimentos
rotineiros.
[28ª
- página 102 ]
- André Luiz |
Desfazer-se alguém do veículo de
carne não é iniciar-se na divindade. Há bilhões de Espíritos em evolução
que rodeiam os homens encarnados, em todos os círculos de luta, muito
inferiores, em alguns casos, a eles mesmos e que, fàcilmente, se convertem em
instrumentos passivos dos seus desejos e
paixões. Daí, o imperativo de muita
capacidade de sublimação para_quantos_se_consagram_ao_intercâmbio_entre_os_dois_mundos, porque, se a virtude é transmissível, os males são epidêmicos."
[96
- página 144]
- André Luiz
Pela denominação genérica de “fenômenos de bilocação” se designam as múltiplas modalidades sob as quais se opera o misterioso fato do “desdobramento fluídico” do organismo corpóreo. Daí vem que os fenômenos de “bilocação” revestem fundamental importância para as disciplinas_metapsíquicas, porquanto servem a revelar que as manifestações_anímicas, conquanto inerentes às funções do organismo físio-psíquico de um vivo, têm como sede um certo quê qualitativamente diverso do mesmo organismo. Assumem por isso um valor teórico resolutivo, para a demonstração experimental da existência e sobrevivência do espírito humano.
Por outras palavras: os fenômenos de “bilocação” demonstram que no “corpo_somático” existe imanente um “corpo_etéreo” que, em circunstâncias raras de diminuição vital nos indivíduos...
Inevitável, pois, a inferência de que, se o “corpo etéreo” é suscetível de separar-se temporariamente do “corpo somático”, conservando íntegra a consciência de si, forçoso será concluir-se pelo reconhecimento de que, quando aquele se separar deste definitivamente pela crise_da_morte, o espírito individualizado continuará a existir, em condições apropriadas de ambiente, o que equivale a admitir-se que o fato da existência imanente de um “corpo etéreo” no “corpo somático” e, por conseguinte, a de um “cérebro etéreo”, demonstra que a sede...
[111 - página 118] - Ernesto Bozzano
Desdobramento “autoscópico” - o paciente percebe o seu próprio fantasma, conservando, porém, plena consciência de si mesmo.
A esse respeito, demonstrei que, se a hipótese “psicopática”, formulada pelo Dr. Sollier, para dar uma explicação do conjunto dos fatos, podia considerar-se legítima antes do surto das pesquisas_metapsíquica, agora já não é assim, porquanto, do mesmo modo que as pesquisas sobre a “telepatia” demonstram que nem todas as alucinações são falsas, também as pesquisas sobre os fenômenos de “bilocação” demonstram que nem todos os episódios de “autoscopia” são psicóticos.
[111 - página 120] - Ernesto Bozzano
Analisei outros setores importantes dos fenômenos de “bilocação”, aqueles em que o desdobramento se dá por ocasião...
- do sono natural,
- do sono provocado,
- do delírio,
- da narcose,
- do coma
- e, sucessivamente, os casos em que o fantasma_desdobrado_de_um_vivo,_durante_o_sono, é visto por terceiros,
- para, afinal, chegar aos casos em que o fenômeno de “desdobramento fluídico” se produz no leito de morte.
Esta última categoria de manifestações é a mais importante de todas e, num dos casos que citei, o fenômeno foi constantemente observado durante muito tempo por uma enfermeira vidente, ao passo que com freqüência é observado coletivamente por todos os presentes e também por muitas das pessoas que acorrem à cabeceira de um moribundo. Por fim, relatei episódios em que os presentes observam o fenômeno em todas as suas fases evolutivas, até à reprodução_perfeita_de_um_simulacro_do_“corpo_somático” do moribundo, simulacro esse não só animado e vivo, como assistido por entidades de defuntos, que aparentemente intervêm, para tal efeito, junto daquele que está a morrer. (Ver: Histogênese espiritual)
Com referência a estes últimos e importantíssimos fenômenos de “desdobramento fluídico no leito de morte”, muito insisti justamente sobre a particularidade teoricamente resolutiva de que todos os videntes, qualquer que seja o povo a que pertençam – civilizado, bárbaro, selvagem –, descrevem o desenvolvimento do fenômeno em termos substancialmente idênticos, o que demonstra que eles, os videntes, descrevem um fenômeno positivamente objetivo, pois, a não ser assim, possível não seria que coincidissem as descrições de todos com relação às mesmas fases do fenômeno, no qual há pormenores tão novos e inimaginados que, dentro da hipótese alucinatória, de certo não se reproduziriam idênticos em todos os alucinados.
[111 - páginas 120 / 121] - Ernesto Bozzano
Como já se disse, os fenômenos de “bilocação”, em geral, mas, sobretudo, aqueles em que a consciência que de si mesmo tem o indivíduo é transferida para o seu fantasma, se produzem em múltiplas graduações, durante_os_estados_de_diminuição_vital_das_pessoas, quais são...
- os de sono fisiológico e do sono produzido pela absorção de substâncias anestésicas,
- as fases sonambúlico-hipnóticas,
- o delíquio,
- o coma,
- as crises de convalescença,
- de esgotamento nervoso,
- de abatimento moral.
Raramente se dá em condições fisiológicas e psicologicamente normais, caso em que só se produzem estando o corpo em absoluto repouso, porém muito especialmente no período_que_precede_ou_sucede_ao_sono. Nestas últimas circunstâncias, o sentido do desdobramento é mais ou menos vago, impreciso e de curtíssima duração. (Ver: Desdobramento_no_sono e no sonho)
Entre as mais notáveis características dos casos em questão, uma das que se destacam parece consistir no fato de que, se o “fantasma desdobrado” perambula à distância, quase sempre ocorrem incidentes vários, de percepções verídicas de coisas ou situações longínquas (lucidez, telestesia), o que também se verifica algumas vezes nos casos em que o fantasma desdobrado não se afasta do seu corpo.
Psicologicamente falando, merece profundamente meditado o fato de o indivíduo sentir que existe pessoalmente, na plenitude das suas faculdades sensientes e conscientes, fora do corpo e defronte do corpo. Trata-se de um sentimento dificilmente redutível a fórmulas elucidativas, deduzidas da psicologia universitária.
-
Porque – veja-se bem – o fenômeno difere radicalmente dos de “autoscopia”, em que o Eu pessoal consciente, permanecendo com sede no organismo, divisa, à distância, o seu próprio fantasma, fenômeno esse análogo a outros citados nas obras de patologia mental e, a rigor, redutível a um fato de alucinação pura e simples. Aqui, ao contrário, nos achamos em presença do fenômeno inverso, constituindo caso especial que não deixa cabimento algum para a hipótese alucinatória, dado que, do ponto de vista psicológico, há um abismo insuperável entre...
- a sensação de alguém ver o seu próprio “duplo”
- e a de achar-se consciente fora do corpo, alheio ao corpo, defronte do corpo.
Se é certo que, combinando-se a hipótese alucinatória com a da “desagregação psíquica”, conseguem-se resolver complexos problemas psicológicos, quais os das “personalidades múltiplas”, isto não implica que, mediante a mesma combinação e com os postulados da psicologia, se chegue, ainda que de longe, a explicar o sentimento acima indicado, o qual, repito, é coisa muito diversa, visto que os fenômenos das personalidades múltiplas, quer simultâneas, quer alternadas, têm sua sede no corpo e não fora do corpo, diferença que, psicologicamente, assume enorme importância, denotando que, neste último caso, se encontra em jogo o sentimento do ser, que é o mesmo que dizer um estado de consciência primordial e irredutível, fundamento de todos os estados de consciência, do qual ninguém pode duvidar sem pôr em dúvida também a nossa existência e sem renunciar, por conseguinte, a todo conhecimento e a toda ciência, sentimento que se impõe à razão como realidade apodítica e que psicologicamente adquire valor de imperativo categórico.
[111 - páginas 122 / 123] - Ernesto Bozzano
Nem
todo “desprendimento” significa desdobramento.
[1 - página 120] [9
- item 455]* [17
- item 172]*
Pode ser espontâneo ou induzido (provocados magnética
ou hipnoticamente)
[1
- página 121]
Ver
desprendimento espiritual em: http://www.espiritismo.paginainicial.com.br
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