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Nasceu
em Paris em 25 de agosto de 1850; aos 37 anos de idade foi nomeado lente catedrático
de Filosofia da Faculdade de Medicina de Paris.Richet, no campo científico, foi um verdadeiro gênio: além de fisiologista de renome internacional, foi o descobridor da soroterapia. Depois de se ocupar com os fenômenos chamados supra-normais, porém deixando de lado a parte doutrinária oriunda destes, criou a Metapsíquica, que definiu como sendo uma "ciência que tem por objeto fenômenos mecânicos ou psicológicos, devido a forças que parecem inteligentes, ou a poderes desconhecidos, latentes na inteligência humana". Suas principais obras são: Fonte: ABC do Espiritismo de Victor Ribas Carneiro Mais informações em inglês: http://www.nobel.se/medicine/laureates/1913/richet-bio.html Link desativado
Tratado de Metapsíquica (Traduzido do Francês - Traité de metapsychique) - 1922 Conteúdo Resumido O Tratado de Metapsíquica, é uma verdadeira narração de fatos e descrições pormenorizadas de experiências psíquicas, descrições históricas e classificatórias e são divididos...
A sua maior contribuição, sem sombra de dúvida, foi o estudo do ectoplasma, substância responsável pela viabilidade dos fenômenos ditos objetivos. Foi ele quem, pela primeira vez, denominou a substância que emanava dos médiuns de efeitos físicos de ectoplasma, naquele momento referindo-se aos fluidos que emanavam de Eusápia Paladino (uma das maiores médiuns da história do Espiritismo)
Conteúdo resumido do livro A Grande Esperança Nesta obra o eminente fisiologista Charles Richet se propõe a responder à pergunta: “Por que existes?” Depois de ter presenciado centenas de fenômenos espíritas, rigorosamente controlados, junto aos mais respeitados psiquistas europeus e norte-americanos, ele refaz a sua pergunta:
Todos os fenômenos mediúnicos comprobatórios da sobrevivência do espírito além da morte corporal, mesmo as pesquisas de Sir William Crookes com o espírito de Katie King, não foram suficientes para provar a Richet a imortalidade do ser psíquico. Vemos isto em suas próprias palavras, como se lê na Segunda Parte desta obra (Livro II, Capítulo 4 - Discussão):
Ainda assim, Richet é considerado um dos grandes colaboradores do Espiritismo, já que a sua intensa participação nas pesquisas dos fenômenos psíquicos, juntamente com:
É importante frisar que suas dúvidas em relação à sobrevivência do espírito em nada diminuem a dignidade desse grande cientista, cujos trabalhos lhe valeram o Prêmio Nobel da Paz, em 1913.
Podemos expor a importância do trabalho de Kardec por estas palavras do pai da moderna Parapsicologia, o fisiólogo Charles Richet: " Allan Kardec foi o homem que no período de 1857 a 1871 exerceu a mais penetrante influência, e que traçou o sulco mais profundo na ciência metapsíquica" (Charles Richet in "Traité de Métapsychique", p. 34). http://www.espirito.org.br/portal/doutrina/ kardec/biografia-kardec-carlos-fragoso.html Link desativado
“Como pode um fisiologista supor que haja sobrevivência da consciência sem o cérebro?” Pode parecer estranho, mas, talvez, o que justamente mais fascina na obra de Charles Richet, assim como em sua personalidade, é sua demorada relutância científica em admitir a simplicidade da hipótese espírita, adotada por Allan Kardec, no que se refere à vasta fenomenologia que tão criteriosamente estudou. é dele a seguinte resposta à revista francesa Comédia, no ano de 1927: “Respondo-vos com absoluta franqueza. Às vezes creio. Às vezes (mais comumente), não creio. Como pode um fisiologista supor que haja sobrevivência da consciência sem o cérebro? Igualmente, como negar os fatos chamados espíritas e a hipótese explicativa mais simples do que qualquer outra?” (in Sérgio Valle, Silva Mello e Seus Mistérios, LAKE, pg 396). No ano de 1927, aparecia em Portugal um romance de autoria de Charles Richet, de pequena tiragem — À Porta do Mistério, (posteriormente publicado no Brasil intitulado No Limiar do Mistério, com tradução de Virgínia de Castro e Almeida e prefácio de Elzio F. de Souza, publicado pelo IDEBA Editora - download. O romance, totalmente baseado na doutrina espírita, com elegância e fluidez abordava a lei das vidas sucessivas, ressaltando, ainda, os fenômenos de...
Na verdade, Richet encontrava na literatura romanceada, a forma de não ferir tanto seus colegas encastelados no academicismo pedantesco. Afinal, em sua próxima e última obra “Au Secours”, publicada em 1936, confessaria, enfim, sua adesão à hipótese espírita. Seria uma confissão amadurecida e ponderada, fruto de sua tenaz observação dos fatos estudados. Carta confidencial a Ernesto Bozzano A profundidade de suas cogitações está explícita em sua segunda carta confidencial a Ernesto Bozzano, outro emérito cientista, filósofo e defensor da teoria espírita... “Meu caro e eminente colega e amigo: Sou inteiramente do seu parecer: não creio, com efeito, na explicação simplista segundo a qual os acontecimentos de nossa existência e a direção de nossa vida são provocados exclusivamente pelo acaso, embora não seja possível apresentar prova nesse sentido. O Fado existe, o que equivale a dizer: uma Força que nos guia e conduz aonde bem lhe pareça, por vias indiretas, tortuosas e muitas vezes bizarras. E, também, fora da direção da vida, há coincidências tão estonteantes que é bem difícil não se veja a obra de uma intencionalidade. (De quem?... De quê?...) “E, agora, abro-me a você de modo absolutamente confidencial. O que você supunha é verdade. Aquilo que não alcançaram Myers, Hodgson, Hyslop e Sir Oliver Lodge, obteve-o você por meio de suas magistrais monografias, que sempre li com religiosa atenção. Elas contrastam, estranhamente, com as teorias obscuras que atravancam a nossa ciência. “Creia, peço-lhe, nos meus integrais sentimentos de simpatia e gratidão”. (in Sérgio Valle, op. Cit, pg 399 e sg. — O jornal londrino Psychic News, de 30 de maio de 1936, publicou as circunstâncias do fato). http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/ no-limiar-do-misterio-de-charles-richet/ Link desativado
Não há dúvida de que muitas vezes os fenômenos metapsíquicos parece levarem-nos a conclusões nebulosas...
Procurei defender-me - ainda que o não tenha podido fazer a contento - contra as teorias prematuras. Para que serviram todos os calhamaços da alquimia antes de Lavoisier? Mais fez ele com a sua balança do que todas as dissertações de Goclênio, de Agripa e de Paracelso. Se queremos que a metapsíquica seja uma ciência, comecemos por estabelecer fortemente os fatos. Os nossos descendentes irão mais longe, não tenho disto dúvida, mas a nossa missão é atualmente mais simples. Tenhamos o senso da moderação, a qual desbanca a ignorância.
Por certo, é possível que essa inteligência, que aparece nas manifestações metapsíquicas, seja inteiramente humana, havendo então uma região da inteligência humana que nos é de todo em todo desconhecida, já que ela nos revela coisas que os nossos sentimentos não nos podem revelar, agindo sobre a matéria da maneira diferente como o faz nas contrações musculares. Em todo o caso, o domínio das coisas metapsíquicas é diferente do domínio das outras forças, que certamente são muito cegas e inconscientes. Talvez um dia será provado que as forças metapsíquicas, produtoras dos fenômenos, são também tão inconscientes como o calor e a eletricidade. Então a metapsíquica reentrará na lista da física clássica, da psicologia clássica. Será um imenso progresso. Longe de nos comovermos ou entristecermos, antes nos daremos por felizes, porque há uma verdadeira dor intelectual, que ninguém sente mais vivamente do que eu, por supor a existência de forças desconhecidas, arbitrárias, fantasistas, como tudo o que é inteligente. Mas esse dia não veio ainda e até lá podemos concluir:
[110 - Final do § 2]
Os acontecimentos e as descobertas se sucedem em tais encadeamentos que toda divisão em períodos distintos é fatalmente artificial.Mas é preciso fazermos esta divisão, a fim de lançarmos luz num assunto obscuro e denso. Propomos pois os quatro períodos seguintes:
[110 - § 3]
“A criptestesia, faculdade extraordinária, supranormal, de conhecimentos,
é um fato. Apesar de em sua obra TRATADO DE METAPSIQUICA negar autonomia aos fenômenos mediúnicos e mesmo classificar como indemonstrada e indemonstrável a sobrevivência do Espírito, Charles Richet é um dos nomes imortais da pesquisa psiquica e, em carta que escreveu a Bozzano, rendeu-se à evidência da verdade espírita. http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/ ciencia/a-ciencia-espirita.html Link desativado (Ver: Psicometria)
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/unidual/ o-espiritismo-eh-uma-ciencia.html
A Passagem de Richet O Senhor tomou lugar no tribunal da sua justiça e, examinado os documentos que se referiam às atividades das personalidades eminentes sobre a Terra, chamou o Anjo da Morte, exclamando:
"Os mestres espirituais não desanimaram nem descansaram nunca em torno da sua individualidade; mas apesar de todos os esforços despendidos, Richet viu, nas expressões fenomenológicas de que foi atento observador, apenas a exteriorização das possibilidades de um sexto sentido nos organismos humanos. Ele que fora o primeiro organizador de um dicionário de fisiologia, não se resignou a ir além das demonstrações histológicas. Dentro da espiritualidade, todos os seus trabalhos de investigador se caracterizam pela dúvida que lhe martiriza a personalidade. Nunca pôde, Senhor, encarar as verdades imortalistas, senão como hipóteses, mas o seu coração é generoso e sincero. Ultimamente, nas reflexões da velhice, o grande lutador se veio inclinando para a fé, até hoje inacessível ao seu entendimento de estudioso. Os vossos mensageiros conseguiram inspirar-lhe um trabalho profundo, que apareceu no planeta como “A Grande Esperança” e, nestes últimos dias, a sua formosa inteligência realizou para o mundo uma mensagem entusiástica em prol dos estudos espiritualistas."
* No leito de morte, Richet tem as pálpebras cerradas e o corpo na posição derradeira, em caminho da sepultura. Seu espírito inquieto de investigador não dormiu o grande sono. Há ali, cercando-lhe os despojos, uma multidão de fantasmas.
Richet abre os olhos para as realidades espirituais que lhe eram desconhecidas. Parece-lhe haver retrocedido às materializações da Vila Carmen; mas, ao seu lado, repousam os seus despojos, cheios de detalhes anatômicos. O eminente fisiologista reconhece-se no mundo dos verdadeiros vivos. Suas percepções estão intensificadas, sua personalidade é a mesma e, no momento em que volve a atenção para a atitude carinhosa dos que o rodeiam, ouve uma voz suave e profunda, falando do infinito:
Sobre o peito do abnegado apóstolo desce do Céu um punhal de luz opalina como um venábulo maravilhoso de luar indescritível. Richet sente o coração tocado de luminosidade infinita e misericordiosa, que as ciências nunca lhe haviam dado. Seus olhos são duas fontes abundantes de lágrimas de reconhecimento ao Senhor. Seus lábios, como se voltassem a ser os lábios de um menino, recitam o "Pai Nosso que estais no Céu..." Formas luminosas e aéreas arrebatam-no, pela estrada de éter da eternidade e, entre prantos de gratidão e de alegria, o apóstolo da ciência caminhou da grande esperança para a certeza divina da Imortalidade. Espírito Humberto de Campos Recebida em Pedro Leopoldo a 21 de janeiro de 1936, Francisco Cândido Xavier
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